terça-feira, 4 de novembro de 2008

Sempre Perto

...Dói de tanto medir a distancia
Saber que não vou te tocar
Além da lembrança
A tua falta é sol sem calor
E está aqui mas se foi
Virou estrela, a nossa estrela do céu

quarta-feira, 24 de setembro de 2008

quarta-feira, 9 de abril de 2008



“ DE TANTO VER TRIUNFAR AS NULIDADES,
DE TANTO VER CRESCER AS INJUSTIÇAS,
DE TANTO VER AGIGANTAREM-SE OS PODERES NAS MÃOS DOS MAUS
O HOMEM CHEGA A DESANIMAR-SE DA VIRTUDE, A RIR-SE DA HONRA E A TER VERGONHA DE SER HONESTO”
Ruy Barbosa

sexta-feira, 4 de abril de 2008



Ainda sou um descobridor...

quinta-feira, 3 de abril de 2008

Metade

Não poderia começar sem uma poesia.
Escolhi a que falasse, filosoficamente da vida.
Tem muito da minha forma de ver e sentir a vida como um todo.
Obrigado a Oswaldo Montenegro:

Que a força do medo que eu tenho,
não me impeça de ver o que anseio.

Que a morte de tudo o que acredito,
não me tape os ouvidos e a boca.

Porque metade de mim é o que eu grito,
mas a outra metade é silêncio.

Que a música que eu ouço ao longe,
seja linda, ainda que triste.

Que a mulher* que eu amo,
seja para sempre amada
mesmo que distante.

Porque metade de mim é partida,
mas a outra metade é saudade.

Que as palavras que eu falo
não sejam ouvidas como prece
e nem repetidas com fervor,
apenas respeitadas,
como a única coisa que resta
a um homem* inundado de sentimentos.

Porque metade de mim é o que ouço,
mas a outra metade é o que calo.

Que essa minha vontade de ir embora
se transforme na calma e na paz
que eu mereço.

E que essa tensão
que me corrói por dentro
seja um dia recompensada.

Porque metade de mim é o que eu penso,
mas a outra metade é um vulcão.

Que o medo da solidão se afaste
e que o convívio comigo mesmo
se torne ao menos suportável.

Que o espelho reflita em meu rosto,
um doce sorriso,
que me lembro ter dado na infância.

Porque metade de mim
é a lembrança do que fui,
a outra metade eu não sei.

Que não seja preciso
mais do que uma simples alegria
para me fazer aquietar o espírito.

E que o teu silêncio
me fale cada vez mais.

Porque metade de mim
é abrigo, mas a outra metade é cansaço.

Que a arte nos aponte uma resposta,
mesmo que ela não saiba.

E que ninguém a tente complicar
porque é preciso simplicidade
para fazê-la florescer.

Porque metade de mim é platéia
e a outra metade é canção.

E que a minha LOUCURA seja perdoada.

Porque metade de mim é AMOR,
e a outra metade...TAMBÉM."

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